sexta-feira, 17 de agosto de 2007

conceitos.

as coisas são tão eternas quanto merecem ser. os olhares que se encontram são sentimentos silenciosos, feelings!
Ah saudosismo, como me gusta tú. Tua brisa, beirando tufão me acalma os pensamentos. Mas nem sei se te gusto por fazer chegar a calmaria, é melancólico te sentir. 1, 2, 3, 4 na verdade 3, a 4 não vive, não transborda, existe. Milhões de retas se cruzam formando imperfeitos 90º, é ruim saber "muitas" coisas, o mundo parece chato, talvez nomeado demais, demasiadamente nomeado-como queira, não há tempo para questionar o porque do porquê da explicação, apenas absorção sem mudanças, nem brigas (eu disse NEM BRIGAS!). Bastaria à felicidade ser criança, mas de que vale a a felicidade se acaso pode-se ter poder sobre os semelhantes. Nos ensinam a comprar a felicidade, nós ensinamos a comprá-la. Nos vendendo a cada compra.




às vozes que trazem o silêncio,
têm um doce amargo;
têm um amargo doce.
Trazem beijos surdos
vontade fugaz, incolor.

domingo, 29 de julho de 2007


Estapafurdio é o número de informações
Todas as minhas ideias estão corrompidas,
violadas mesmo antes de se fazerem concretas.
Perde-se a vontade de rabiscar.
Boa tarde, vim falar do que não entendo. Quem sabe te fazer entender não faça sentido pra mim, minhas reações são tão simples quanto energéticas. Uma mensagem muda, tudo! Eu sei esquecer as pessoas, mas não sei querer esquecê-las. É com uma caneta que faço rabisco no almoço, enrolando meu estômago e engolindo sentimentos a seco. O bom é que não sofro por sentimentos -vinte e quarto horas no máximo- puro escapismo romântico e nervos trabalhando. Enfim, minhas ideias parecem desorganizadas, pois então, se organizadas fossem elas entendê-las-ia. Acabo os desabafos após um espirro de palavras -me desejem saúde- e um enfim que nada resume.

As coisas presentes,
serão sem importância na finitude temporal
Olhar-me-ia se o olhar agarrasse às ideias
seria um simples egoísmo supérfulo
minh'alma clama simplicidade.
Já basta de verde! Agora peço por vida.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Quem sabe essa seja a primeira história do novo museu, para uma boa história precisa-se de um bom personagem, ou melhor, de uma boa personagem.
Marta era uma jovem senhora, não comportava nenhum mistério (aparentemente). Mas como de aparência vive o mundo, ela de fato não tinha peculiaridades. Era solteira, tinha seus 36 anos de glória e um cachorro chamado "minky", desculpem o erro: era um gato! afinal nossa moça tinha alergia a cachorros.
Desde pequena sonhou ser uma grande advogada, diferente do resto do mundo ela queria advogar e não virar uma juíza. Os seus conceitos de futuro era um tanto humanista, nunca pensou em ter filhos, mas nunca houve ninguém que pensasse no futuro com tanto zelo quanto ela. E foi pensando no futuro dos demais que ela deixou de viver...
Um dia, quando ela voltava do escritório de advocacia, me apressei e entrei com ela na sua residência. Era tudo organizado, me arrisco em dizer que era milimetricamente equilibrado, ela mesma não podia desorganizar o forro do sofá amarelo.
Fazia tempo que não via seus pais, que estavam a algumas centenas de km daquele lugar, a desculpa era sempre a falta de tempo, dizia ela que o mundo precisava muito da colaboração de todos. Ela esquecia que seus pais faziam parte do mundo que sofria, esqueceu que em 24 horas poderia fazer dois idosos ganharem vida, esqueceu de sua vida. O que ela lembrava, e jamais se esqueceu é que sentia saudades do que nunca foi, irresponsável. Um dia, mais um dia, quando ia pro trabalho passou por um cachorro e fez algo que nunca imaginou que fosse fazer: se render a um desejo. O acariciou e seu narizinho, que de tão pequeno mais parecia um botão não ficou vermelhinho como de costume e nenhum ataque de espirros espalhafatosos veio a tona, ela havia conseguido imaginar as bombas ecoando pelas ruas, mas não havia nada. Havia um sorriso de quem se rendeu ao desejo mais bobo.