terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

roubos.

tanto no gosto lembrado quanto no súbito desejo há gosto de nicotina, formando em mente imagens de bocas "esfumaçantes", manchas sujas (pobres-luxos), totalmente fora do convencional. Desejar, fruta, pastilha, nicotina, discrição, evaporar.
Após o ápice do imaginário, após o evaporar, resta apenas figuração... dejetos de um delírio.



A moça clamou por uma caneta, havia uma entre meus lábios.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

mais uma adição

E ela observava a parede azul, e ela se coçava, e ela ria, e ela olhava para o lado, e fazia cara de vitima, ela fazia cara de sonsa, e fazia cara de grande dama. Ela olhava pro vaso de água, azul feito a parede, e ria... fazia do azul um riso. Espantosamente olhava para todas as direções que o pescoço permitia enquanto corpo inércia. Era um bicho assustado, inquieto, sorridente. Era demente, era ela, era eu.(sentiu sono, fez careta, esperou) E quando o vento soprava, ela admirada.
[toda vez que olhava para o canto, tinha mais uma adição]

sábado, 19 de janeiro de 2008

roubando historias alheias escrevo assim:
"foi engraçado, as mulheres lá da locadora ficaram olhando pra minha blusa e tentando ler, e ficaram tentando entender 'os opostos se distraem, os dispostos se atraem' rsrs, devem colocar no nick do msn, rsrs. Só que um menino disse: 'ou colocar no orkut, saopkpsoak'. Que lástima, estava no meu orkut."


(mudar não faz parte só da vida, faz também da escrita)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

...



como após um piscar de olhos, acordar pro sonho.




(há quem acredite que o sonho é algo que visualizamos quando estamos de olhos fechados. tsc)

domingo, 6 de janeiro de 2008

-ôps, nããããaao!!!!

{começar um texto logo após esbarrar em um balde de melancolia é bem comum. mas fica chato quando não há tempo para uma limpeza prévia e o texto fica repleto de manchas, nódoas}

está tudo errado. tudo errado. errado. estou.
Cem forças alheias
Sem forças estou.
Mas é tudo invenção de uma noite com melodia,
a falta de força é apenas um pretexto para se aproximar dos românticos,
os eternos doentes apáticos. Sofrem por respirar, sofrer por sofrer.
Ficando surdo com doces acordes.
A luz amarela do poste ofusca o brilho das estrelas,
é constrangedor perceber que precisa-se que falte energia para observar o céu.
Cores amargas, está tudo fora de moda. (a moda não é a moda)
e escorrem lentamente, e sofridamente, e fatalmente, como um rio no sertão
as poucas palavras gentis que se sente.
então sente-se, daí vive-se.