sexta-feira, 14 de setembro de 2007

faz um tempo que penso em escrever,
de tanto tempo esqueci o tema,
esqueci as frases,
esqueci palavras.
Planejei fazer simetrias modernas,
fazer rimas sinceras
fazer com que tudo pareça ocasional,
resolvi não escrever.
Porque tem um tempo,
que no tempo,
não haverá tempo,
apenas bocas, pianos e spectros.

domingo, 9 de setembro de 2007

-Havia uma história, em algum lugar,
dedos e gargantas, vozes e palavras, todos faziam-se ausentes.
Num intervalo de tempo como aquele, tudo era restrito, tudo.




-sua beleza emana das palavras,
dos gestos,
tudo que vejo, não mudará.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

conceitos.

as coisas são tão eternas quanto merecem ser. os olhares que se encontram são sentimentos silenciosos, feelings!
Ah saudosismo, como me gusta tú. Tua brisa, beirando tufão me acalma os pensamentos. Mas nem sei se te gusto por fazer chegar a calmaria, é melancólico te sentir. 1, 2, 3, 4 na verdade 3, a 4 não vive, não transborda, existe. Milhões de retas se cruzam formando imperfeitos 90º, é ruim saber "muitas" coisas, o mundo parece chato, talvez nomeado demais, demasiadamente nomeado-como queira, não há tempo para questionar o porque do porquê da explicação, apenas absorção sem mudanças, nem brigas (eu disse NEM BRIGAS!). Bastaria à felicidade ser criança, mas de que vale a a felicidade se acaso pode-se ter poder sobre os semelhantes. Nos ensinam a comprar a felicidade, nós ensinamos a comprá-la. Nos vendendo a cada compra.




às vozes que trazem o silêncio,
têm um doce amargo;
têm um amargo doce.
Trazem beijos surdos
vontade fugaz, incolor.

domingo, 29 de julho de 2007


Estapafurdio é o número de informações
Todas as minhas ideias estão corrompidas,
violadas mesmo antes de se fazerem concretas.
Perde-se a vontade de rabiscar.
Boa tarde, vim falar do que não entendo. Quem sabe te fazer entender não faça sentido pra mim, minhas reações são tão simples quanto energéticas. Uma mensagem muda, tudo! Eu sei esquecer as pessoas, mas não sei querer esquecê-las. É com uma caneta que faço rabisco no almoço, enrolando meu estômago e engolindo sentimentos a seco. O bom é que não sofro por sentimentos -vinte e quarto horas no máximo- puro escapismo romântico e nervos trabalhando. Enfim, minhas ideias parecem desorganizadas, pois então, se organizadas fossem elas entendê-las-ia. Acabo os desabafos após um espirro de palavras -me desejem saúde- e um enfim que nada resume.